Vou tentar ser o “Pai Rico” – Lição 4: A história dos impostos e o poder da sociedade anônima.

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas, aos amigos que têm acompanhando a série, pelo tempo que fiquei sem postar.

“Segundamente”, também quero me desculpar pelo post relativamente “pequeno” e “incompleto”, razão pela qual houve a demora em escreve-lo.

O fato é que eu queria fazer um estudo mais aprofundado das S/As, que pai rico tanto cita no capítulo, mas um aumento na intensidade do trabalho, acabou “cortando” minhas asinhas. Por isso, desde já queria informar que o post não vem com explicações sobre S/As de forma que ficará a cargo do leitor fazer isso de acordo com suas necessidades.

Desculpas pedidas, vamos ao que interessa.

Quem banca a sociedade atual?

No capítulo em questão, pai rico começa com uma simples explicação sobre “quem banca a sociedade”. É isso mesmo, a sociedade em que vivemos é bancada por uma classe. Leia o que pai rico explica:

“Essa idéia de Robin Hood, ou de tirar dos ricos para dar aos pobres, é que provoca os maiores sofrimentos para os pobres e para a classe média. A razão pela qual a classe média paga impostos tão pesados está no ideal de Robin Hood. Na verdade, os ricos não são tributados. É a classe média que paga pelos pobres, especialmente, a classe média alta instruída.” – Pág 93

Robert explica que para o pai rico, Robin Hood era um bandido e não um mocinho e essa ideia de uma classe bancar uma sociedade beirava o ridículo. O fato é, quem terminou “pagando o pato” de bancar a sociedade, foram os próprios “não ricos”, afinal, quem realmente é rico é pouco tributado, ou menos do que deveria. A classe média instruída é quem hoje mais sofre com incidência de impostos.

A história dos Impostos

Pai rico explicou a Robert e Mike sobre de onde os impostos realmente surgiram.

“Pai rico explicou a Mike e a mim que originalmente na Inglaterra e nos EUA não havia impostos. De vez em quando eram lançados impostos eventuais para financiar guerras. O rei ou o presidente anunciavam o acontecido e convocavam todos para “rachar” a despesa. Impostos foram lançados na Grã-Bretanha para financiar as lutas contra Napoleão de 1799 a 1816 e nos EUA para financiar a Guerra Civil entre 1861 e 1865.

Em 1874, a Inglaterra instituiu um imposto de renda permanente para seus cidadãos. Em 1913, o imposto de renda se tornou permanente nos Estados Unidos com a adoção da 16a emenda à Constituição. Durante certo tempo, os americanos eram contrários aos impostos.” – Pág 93 e 94

Como sempre as guerras dando suas “contribuições” ao mundo em que vivemos. O fato é que a coisa pegou, quando o governo viu o poder que teria nas mãos ao adotar tal prática, aconteceu que:

“…a idéia de impostos se tornou popular e foi aceita pela maioria, divulgando-se aos pobres e à classe média que os impostos estavam sendo criados para punir os ricos. Foi assim que as massas votaram a favor da lei e ela se tornou constitucionalmente legal.” – Pág 94

Só que não foi assim que as coisas realmente aconteceram. O que nasceu para servir a sociedade, começou a construir o efeito inverso.

“Embora fosse imaginada para punir os ricos, na realidade acabou punindo aquelas pessoas que votaram a seu favor, isto é, os pobres e a classe média.

<<Quando o governo sentiu o gosto do dinheiro, seu apetite aumentou>>” – Pág 94

Pai rico mostrou aos garotos a diferença entre ele e o pai pobre. Ambos eram bem sucedidos em suas carreiras e ambos tinham boas rendas. Vejam essa colocação do pai rico, que eu acho que explica claramente a diferença entre o funcionalismo público e a empresa privada:

“Quanto mais ele (governo) gasta e quanto mais gente ele contrata, maior será sua organização. No governo, quanto maior sua organização, mais ele será respeitado. Por outro lado, dentro de minha organização, quanto menos gente eu contratar e quanto menos eu gastar, mais respeito obterei de meus investidores. E por isso que não gosto de gente do governo. Eles têm objetivos diferentes daqueles da maioria dos homens de negócios. A medida que o governo cresce, mais e mais dólares, saídos dos impostos, serão necessários para sustentá-lo.” – Pág 94

Não sei quanto de vocês já trabalharam em órgãos públicos no Brasil, mas uma coisa que fica clara é isso que pai rico explicou. Cada departamento recebe um valor X de orçamento no ano. Se ao final do ano contábil o departamento não usou X e sim X/2, esse departamento é punido no ano seguinte com a perda de capital, pois na visão do governo, das duas, uma:

1 – Esse departamento não teve a competência de usar o orçamento destinado;

2 – Esse departamento não precisa de todo esse dinheiro sendo que no ano contábil anterior ele sobreviveu com metade disso.

Na empresa privada, a avaliação é diferente. Quando termina o ano contábil, uma empresa privada revê os relatórios dos departamentos. Se um departamento tinha X e usou X/2 acontece que a empresa vai avaliar se ainda assim o trabalho foi realizado com competência. Estando tudo Ok, esses caras serão eternamente elogiados, promovidos e festejados. Não há um esbanjamento de verba só pra alcançar o valor do orçamento pra não perde-lo no ano seguinte.

Essa diferença é que faz nós termos que bancar e presenciar verdadeiras orgias com dinheiro público.

Os departamentos precisam comprovar seus valores de orçamentos ou então terão os mesmos diminuídos, enquanto o departamento ao lado esbanjou e está sendo agraciado com mais dinheiro. Deu pra se sentir dentro de uma repartição pública?

Imagina aquele coquetel desnecessário ou aquela secretária fantasma do chefe, que recebe um salário de quase o dobro do servidor que está lá todo mês ralando, mas que nunca aparece na empresa. Pois é, esses são os escândalos de brasília e de todo o resto do país.

“Quando o imposto “Tire dos ricos” foi implementado, o dinheiro começou a fluir para os cofres do governo. Inicialmente as pessoas ficaram felizes. O dinheiro foi repassado para os funcionários do governo e para os ricos. Foi para os funcionários na forma de empregos e aposentadorias. Foi para os ricos quando as empresas receberam contratos do governo. O governo se tornou uma grande fonte de dinheiro, mas o problema era a administração fiscal desses recursos. Na verdade, não havia recirculação. Em outras palavras, a política do governo, se você fosse um burocrata estatal, era evitar ter excesso de dinheiro. Se não conseguisse gastar a verba recebida, você se arriscava a perdê-la no próximo orçamento. Certamente, não haveria reconhecimento para você se fosse eficiente. Os homens de negócio, por outro lado, são recompensados pelo dinheiro que sobra e são reconhecidos por sua eficiência.” – Pág 96

Sociedades Anônimas, as famosas S/A.

Eu lamento mesmo não poder explanar com mais detalhes as S/As nesse post, pois eu mesmo AINDA não me aprofundei sobre esse assunto.

Mas pai rico deixa uma breve explicação sobre as S/As que já é um ponto de partida aos nossos estudos:

“Uma sociedade anônima protege os ricos. Mas o que muita gente desconhece é que uma sociedade anônima não é algo concreto, no sentido literal do termo. Uma sociedade anônima é simplesmente uma pasta de arquivo com alguns documentos legais, que descansa no escritório de um advogado e está registrada em um órgão público.

Não é um edifício com o nome de uma empresa. Não é uma fábrica ou um grupo de pessoas. Uma sociedade anônima é simplesmente um documento legal que cria um corpo jurídico sem alma. A fortuna dos ricos estava novamente protegida.” – Pág 96

Lendo assim, parece simples, mas não é.

O que pai rico explicou a Mike e Robert, é que os impostos que incidiam sobre as S/A eram bem inferiores aos que incidiam sobre outros tipos de empresas. Outro ponto crucial de uma S/A:

“Os empregados ganham e o imposto é descontado na fonte, assim eles têm que tentar sobreviver com o que sobra. Uma sociedade anônima fatura, gasta tudo o que pode e paga imposto sobre o que sobra.” – Pág 101

É isso mesmo que você leu, seu salário é descontado na fonte sem que você queira. Uma S/A primeiro gasta e só depois paga imposto, e só paga do que sobrou.

“Quando alguém processa uma pessoa rica, depara-se freqüentemente com camadas de proteção legal e descobre, finalmente, que a pessoa rica não possui, de fato, nada. Os ricos controlam tudo, mas não possuem nada. Os pobres e a classe média tentam ser donos de tudo e o perdem para o governo ou para outros cidadãos que gostam de processar os ricos. Eles aprenderam com a história de Robin Hood. Tire dos ricos, dê aos pobres.” – Pág. 101 e 102

É isso, os ricos têm tudo, mas nada têm, enquanto nós controlamos todas as nossas coisas, os ricos as colocam sobre uma S/A. Isso lhes dá proteção. Robert afirma que estamos em uma sociedade litigiosa onde todos querem parte do seu dinheiro.

Nada pode ser mais verdade.

Concluindo…

Robert nos explica o seguinte:

“O americano comum de hoje trabalha de cinco a seis meses para o governo, antes de ter conseguido o suficiente para pagar seus impostos. Em minha opinião, isso é tempo demais. Quanto mais arduamente você trabalha, tanto mais você paga ao governo. E por isso que acredito que a ideia de “Tire dos ricos” acaba sendo um tiro pela culatra para aqueles que a votaram.” – Pág. 97

No Brasil isso não é muito diferente, com o agravante de que quase não temos o retorno desse “investimento” gasto.

Enfim, você não precisa se tornar um EXPERT em Sociedades anônimas, mas não custa nada dar uma estudada na estratégia. Robert aconselha fortemente que as pessoas estudem colocar as S/As em suas estratégias financeiras.

O próprio livro (na pág. 102) diz que o foco não é detalhar uma S/A. Isso fica na fila para um futuro não muito distante.

Até a próxima.

Anúncios

Vou tentar ser o “Pai Rico” – Lição 3: Cuide dos seus negócios.

Prezados, tudo bem com vocês? Começo esse post me desculpando pelo LOOOONNNNNGOOOO período para dar a continuidade à série… Maaasssssssss, é que eu estava seguindo o conselho do Pai Rico, estava cuidando dos meus negócios.

Comecei pra valer minha jornada em busca da reorganização financeira da minha vida, fazendo um curso e botando em prática os conceitos no mercado de renda variável, mais conhecido como mercado de ações. Isso me consumiu bastante tempo e ao acabar essa série vocês verão aqui alguns posts sobre o assunto para serem debatidos.

Vamos ao que interessa. Por incrível que pareça, esse é o capítulo mais curto de todo o livro e na minha opinião um dos mais completos. Pai Rico não perde tempo em dar um de seus mais preciosos conselhos em toda essa jornada e explica de forma simples e clara (quase uma lógica booleana) sobre o que você deve fazer para cuidar de seus negócios. Assim como ele, serei breve também em explanar sobre o assunto.

Qual é o seu negócio?

A pergunta que Pai Rico faz, traz um erro histórico cometido pela maioria das pessoas. Com raras exceções, as pessoas tendem a responder que seu emprego atual é o seu negócio.

Como têm em seus empregos sua única fonte de renda, as mesmas o vêem como esse sendo seu negócio.

Pai Rico ilustrou a experiência de um amigo que teve em sua vida acadêmica uma experiência com Ray Kroc e como a venda de hambúrguers nunca foi o seu negócio (para quem não sabe, Ray Kroc é o responsável por hoje você comer um Big Mac).

Kroc mostrou para os alunos daquela universidade que pelo menos metade da turma fazia um hambúrguer muito mais gostoso que o da Mac Donalds e que seu negócio na verdade era outro. Imóveis. embora vender franquia de hamburguers, fosse seu emprego, seu negócio era o aluguel dos imóveis ao seus franqueados, o que fez com que o Mac Donalds seja hoje proprietário das mais valiosas esquinas do mundo inteiro.

Perceba que há uma linha tênue que separa o seu emprego do seu negócio.

Seu emprego é renda fixa, seu negócio pode não ser. Seu negócio pode dar prejuízo em um mês e lucro em outro mês. Seu negócio é seu dinheiro trabalhando pra você, gerando mais renda. Seu emprego é você trabalhando pelo seu dinheiro, pagando impostos em cima dessa renda.

Meu emprego minha vida…

Pai Rico explica o seguinte:

“A principal razão pela qual pobres e classe média são conservadores, do ponto de vista financeiro – o que quer dizer ‘não posso me arriscar’ – é que eles não têm um embasamento financeiro. Apenas agarram-se a seus empregos. Fazem o que é seguro. Quando o corte de pessoal se tornou a coisa in a ser feita, milhões de trabalhadores descobriram que seu chamado maior ativo, sua residência, os estava comendo vivos.” – Pág 88

Eu enxerguei nesse texto, dois valiosos conselhos que devem ser percebidos e praticados.

1- Instrução financeira para aprender a calcular e lidar com os riscos.

Precisamos entender que o risco é algo inerente a todos os seres humanos em todas as atividades da vida cotidiana. A grande diferença das pessoas bem sucedidas naquilo que fazem, é o tempo dedicado à aprender a nova habilidade que se propuseram. Um atleta bom, treina 1 hora/dia, um atleta mediano, treina 1 hora/dia 3 vezes na semana, já um atleta olímpico, faz do treino a sua vida.

Se colocarmos o atleta mediano pra competir em uma olimpíada, esse cara não só vai fazer feio, como o RISCO de ser humilhado é muito grande.

Se você busca especialização no seu emprego, vive se reciclando, faz cursos, usa e abusa da proatividade para aprender novos conceitos, você diminui o RISCO de não ter seu trabalho reconhecido frente àquele seu colega que não tem a mesma dedicação. Quando você sai da faculdade, o RISCO de cometer um erro bobo na função que você desempenha é muito maior do que quando você já possui 10 anos de experiência nessa mesma função.

Resumo da obra, RISCO sempre haverá, diminuí-lo, ou aumentá-lo, dependerá de quanta energia você  investirá para adiquirir a nova habilidade.

2 – Pensar que a SUA casa é um investimento e classificá-la como um ativo.

Não pretendo me alongar no assunto, pois apesar de sua casa poder ser um ativo em algumas situações, isso não é verdade nem na maioria das vezes, principalmente quando ela vem em programas de financiamento. Ela é sua, é especial, da sua família, seu cantinho e só. Ela não lhe gera renda e nem vai lhe salvar se um dia você perder tudo.

Leve também em consideração que você deve contar com o “momento certo” para se desfazer dela caso precise.

Ressalto que o item em questão não é sobre investimento em imóveis e sim sobre a SUA casa, aquela que você tem apego emocional por ter batalhado para conquistá-la.

Apenas cuide de seus negócios…

Então preciso jogar tudo para o alto e começar a me especializar em finanças e fazer um MBA em gestão de investimentos e operar na bolsa de valores, confere? Não, de forma alguma. Seria infantil, seria desrespeitoso, seria baixo recomendar qualquer coisa que passasse perto de tais coisas.

Percebam o que Pai Rico nos diz sobre seu emprego e sua coluna de ativos:

“Comece a cuidar de seus negócios. Fique no seu emprego, mas comece a comprar ativos reais, não passivos ou objetos pessoais que não têm valor real, uma vez que você os leva para dentro de casa. Um carro novo perde cerca de 25% do preço que você paga no momento em que sai da concessionária. Não é um ativo verdadeiro, mesmo que seu banco permita que você o liste entre seus ativos.” – Pág 89

Seu emprego é importante e fundamental para começar a montar a sua coluna de ativos. Dinheiro não cai do céu, ele é conquistado com muito esforço e transpiração.

Só que depois de conquistado, muitas vezes é jogado todo pelo ralo com a aquisição de passivos. Repito isso há 3 posts, não há nada errado com isso e é uma escolha sua. Se você escolheu viver assim, não culpe ninguém mais além de você por não ter dinheiro suficiente para comprar o que gosta, fazer uma boa viagem, comprar um carro ou uma casa melhor, ou nunca ter um dinheiro de pronto atendimento para emergências, ou mesmo se faz todas essas coisas mas se atola em dívidas pra isso. A culpa é e sempre será só sua. Seja feliz e não leia mais essa série, pois ela está sendo escrita pra quem quer sair dessa situação, ela não é pra você.

Aos demais, cuidem de vossos negócios.

Qual deve ser o meu negócio?

Ouvimos algumas pessoas nesse mundão soltando frases montadas pelos “especialistas” de mercado que remetem a ideia que determinado ativo é o melhor e muitas vezes pessoas investem naquilo sem realmente saberem o que estão fazendo. Seria melhor eu abrir uma empresa ou comprar um imóvel? Invisto em ouro, ou guardo o dinheiro em uma poupança? Invisto em ações, principalmente agora com o mercado em queda?

Eu respondo pra você: descubra qual é o seu negócio. Não há melhor nem pior, há o que você vai se interessar mais. De repente você é muito bom no que faz e decide abrir uma empresa no seu ramo de atuação. Um cozinheiro decide abrir um restaurante, para isso ele deve adquirir habilidades administrativas, além das habilidades de cozinha que já possui, porém já é um ramo que ele conhece, ele sabe onde está pisando.

Um bom corretor de imóveis, gosta do ramo em que atua, ele não está alí só por estar, ele quer estar alí, ele adora negociar imóveis. Um operador do mercado de ações ama o vai e vem do mercado e as variações que o mesmo passa, ele rí das suas derrotas e sabe que para cada uma boa vitória, foram preciso umas 5 ou 6 derrotas.

Quando tudo isso não lhe interessou e você simplesmente não gostou de nada e não quer “perder tempo” (pra mim é investir tempo) com nada disso, você ainda pode estudar a renda fixa, fazer um plano de previdência que valha a pena, um CDB, investir no Tesouro direto, Ouro, Dóllar, etc. Uma simples conversa com o gerente do seu banco, lhe dá Ns opções para investir o seu dinheiro e se nem isso você quiser, ainda é melhor uma poupança do que nada.

Pai Rico nos apresenta a grande sacada para começar qualquer um dos caminhos acima:

“Para adultos, a lição é manter reduzidas as despesas, reduzir os passivos e formar diligentemente uma sólida base de ativos.” – Pág 89

A lição é simples, reduzir despesas e aumentar investimentos. É mais simples do que parece e você não precisa de nenhum sacrifício de outro mundo.

Deixa eu contar um segredo, a principal dica (e essa é dada por mim) é você se livrar do maior vilão da educação financeira, o IMEDIATISMO. Algumas pessoas não investem porque quando vêem os números elas percebem que será necessário algum tempo para se conquistar um bom dinheiro e uma dose de sacrifício das coisas que estão acostumadas a fazer. Isso as deixam com o sentimento de que não vale a pena, afinal vai demorar muito pra ter algum retorno.

O que não entendem é que ainda não acharam a forma mágica para o sucesso e para o dinheiro fácil. Se alguém conseguiu compartilha aí com os amigos. Nenhum sucesso vem de imediato, qualquer negócio dura muito tempo e precisa de perseverança e sacrifício pra engrenar e gerar resultados. Você tirar 10% da sua renda por 3 anos, você terá mais de 3,5 salários completos ao final do período. São 3 anos que você sacrificou 10% do seu salário, mas ao final desse período você tem um dinheiro que dá pra investir em algum produto financeiro, dá pra ficar 3 meses e meio procurando um novo emprego, dá pra pagar um excelente curso, etc.

Foram 3 anos de algum sacrifício, mas agora você tem um ponto de partida para encher  sua coluna de ativos.

O grande problema da maioria é achar que 3 anos é muito e que até lá, eu já consegui esse dinheiro todo, pois “eu tenho uma ideia inovadora”, “eu estou montando um negócio” ou “com certeza vou ganhar na mega-sena” ou “(coloque aqui qualquer uma das desculpas que você dá para não começar a sacrificar pra investir)”.

No final dos 3 anos, esses mesmos estão mais endividados do que antes e continuam a dar  as mesmas desculpas e acreditar nos mesmos milagres para sair da situação em que se encontram.

Não é nada de outro mundo amigos. Se você sai pra jantar fora 4 vezes no mês, comece a sair só 2. Se você gosta de almoçar naquele restaurante que é bom mas tem um custo elevado, procure um que custa um pouco menos, mas que não perde tanto assim a qualidade.

Pra quem almoça fora, perto do trabalho, considere levar seu almoço de casa. Considere morar perto do trabalho pra ir almoçar em casa, corte custos fixos desnecessários. Se você usa o celular esporadicamente, considere passar o seu celular para Pré e não pagar os R$ 30,00 fixo só pra ter um pós que você não desfruta.

Fale só o necessário ao celular, apague a luz ao sair de um cômodo da sua casa, enfim, poderia listar Ns coisas pequenas que juntas lhe dão o montante capaz de lhe deixar com condições de investir seu dinheiro e fazê-lo trabalhar pra você, pode parecer besteira ou “pão durismo” (como fui acusado recentemente pela minha esposa) mas é algo que faz a diferença quando se junta o todo dentro de 1 ano.

Repito, se você acha que isso é demais ou BESTEIRA, essa série não é pra você.

Agora, Pai Rico aborda uma questão que considero fundamental e que foi o motivo mais forte pelo qual entrei nessa:

“Para os jovens, que ainda não saíram de casa, é importante que seus pais lhes ensinem a diferença entre ativos e passivos. Faça com que seus filhos comecem a construir uma firme base de ativos antes que saiam de casa, casem, comprem casa, tenham filhos e se encontrem em uma situação financeira difícil, agarrando-se a um emprego e comprando tudo a crédito. Vejo muitos jovens casarem e se verem aprisionados num estilo de vida que não lhes permite sair do atoleiro das dívidas durante a maior parte dos anos de trabalho.” – Pág 89

Preciso ensinar a minha filha a não ser como eu. Isso é uma missão pessoal. Não quero que ela cometa os erros financeiros que cometi e que são exatamente o cenário descrito pelo Pai Rico.

Isso é uma questão de amor que ultrapassará a barreira de conselhos. Ela não será aconselhada, será educada, quero que ela enxergue o mundo já dessa forma. Quero ser indagado o porque dos colegas dela de escola dependerem do dinheiros dos pais e ela não, já ter o seu próprio dinheiro sendo investido. Você já pensou o orgulho? Saber que minha filha já sabe se virar financeiramente tão cedo? É um sonho, mas que trabalharei com todas as minhas armas para se tornar uma realidade.

Ela simplesmente não pode chegar na minha idade na mesma situação financeira que eu estou hoje. Se não cumprir os ensinos, pelo menos jamais poderá reclamar que não foi ensinada.

Aos amigos jovens, leiam esse trecho com atenção e aprendam desde já o funcionamento do dinheiro para não caírem nas armadilhas do consumismo. Rasguem vossos cartões de crédito pra ontem.

Mudando a lógica: Aprendendo e vivendo.

Claro que a vida nos trás lições importantes e que só aprendemos mesmo é quebrando a cara. Mas pense em quantas pessoas já não cometeram aquele mesmo erro inúmeras vezes e que quando nós caímos nesses erros, deixa de ser humano e passa a ser burrice desde a primeira vez. Alguém que usa drogas hoje, jamais deve dizer que não sabia que era ruim. Pode até dizer que quis mesmo usar ou que usou por causa de alguma situação depressiva, etc., mas jamais poderá dizer que pensava que era uma coisa boa.

Um casal que tem um filho precoce, tem que assumir e pronto, jamais pode dizer que foi “sem querer”. Sério? Sem querer? Foi um acidente foi? O rapaz caiu em cima da moça “sem querer” e nenhum dos 2 sabia que isso poderia acontecer?

Na educação financeiras as coisas são um pouco parecidas. A história recente mostra que a maioria das pessoas quer ter uma vida saudável, tranquila, com seu bom emprego, sem passar sufocos financeiros. Então porque cargas d’água continuam se sufocando de ativos?

Hoje você não pode mais se dizer totalmente ignorante sobre o assunto se você entende o mínimo de finanças. Está tão na cara que um financiamento nos come vivos e que pagamos até 2 ou 3 vezes mais do que o valor que pedimos emprestado. Está mais na cara ainda que pagar o valor mínimo de uma fatura de cartão é um tiro na própria cabeça. Não precisa ser gênio matemático para chegar a essas conclusões, aprendemos juros compostos na 5ª ou 6ª série. Então porque ainda caímos nesse mesmo erro? (Se tiverem alguma ideia me respondam nos comentários).

Adriano, então quer dizer que todo meu dinheiro agora deve ser investido? Quando eu vivo pra desfrutar do suor do meu trabalho?

Pai Rico pensou nisso e nos dá um exemplo:

Quando digo “cuide de seus negócios”, refiro-me à formação e à manutenção de uma sólida coluna de ativos. Se um dólar entrar nela, nunca o deixe sair de lá. Pense deste modo, uma vez que um dólar entra na coluna dos ativos, ele se transforma em seu empregado. O melhor do dinheiro é que ele trabalha 24 horas por dia e pode fazê-lo durante gerações. Fique no seu emprego, seja um ótimo empregado, mas construa essa coluna de ativos. 

À medida que seu fluxo de caixa cresce, você pode comprar alguns artigos de luxo. Uma distinção importante é que os ricos compram os artigos de luxo por último, enquanto pobres e classe média tendem a fazê-lo antes.

Nos Estados Unidos, os pobres e a classe média freqüentemente compram itens de luxo como casas grandes, diamantes, peles, jóias ou barcos porque desejam parecer ricos. Parecem ricos, mas na verdade estão afundando em dívidas. As pessoas que já têm dinheiro, os ricos a longo prazo, constroem primeiro sua coluna de ativos. Então, com a renda gerada por sua coluna de ativos, compram os artigos de luxo. Os pobres e a classe média compram artigos de luxo com seu próprio suor, sangue e com a herança de seus filhos. 

Um luxo verdadeiro é uma recompensa por ter investido e desenvolvido uma coluna de ativos. Por exemplo, quando minha mulher e eu auferimos uma renda maior com nossos apartamentos, ela comprou sua Mercedes. Ela não fez nenhum trabalho extra, ou arriscou sua parte, porque os imóveis compraram o carro. Contudo, ela teve que esperar durante quatro anos enquanto o portfólio de imóveis crescia e finalmente começou a gerar  suficiente renda extra para pagar o carro. Mas o luxo, o Mercedes, foi uma verdadeira recompensa: ela provou que sabia como aumentar sua coluna de ativos. Esse carro significa muito mais para ela do que apenas outro carro bonito. Significa que utilizou
sua inteligência financeira para adquiri-lo. 

O que muita gente faz é comprar compulsivamente um carro ou outro bem de luxo a crédito.” – Pág 91

Aí em cima está quase a página 91 inteira de tão importante que eu achei o trecho. Embora apareçam as palavras “EUA” e “Luxo” no texto, elas podem facilmente sere substituídas por Brasil e Artigos de compra (onde pode ser um carro, uma roupa de marca, um relógio, etc.).

Você não vai deixar de ter, só que você vai se preparar pra ter, sem se afundar em dívidas. Nada mais é do que usar sua inteligência para conquistar o que você quer conquistar, sem que para isso sua conta bancária viva no vermelho, ou o seu salário entre e saia da sua conta no mesmo dia, de tanta dívida que existe para ser quitada.

Isso pode parecer coisa de gente Rica e eu mesmo um dia pensei assim, hoje eu enxergo somente como equilíbrio, nada mais do que isso. Me considero um desequilibrado trabalhando seu equilíbrio financeiro.

Finalizo com uma última citação ao Pai Rico e espero que o tema central do tópico tenha sido passado com clareza.

Depois que você dedicou seu tempo e investiu em seus negócios, está pronto para acrescentar o toque mágico – o maior segredo dos ricos. O segredo que põe os ricos muito à frente da multidão. A recompensa no fim da estrada por ter dedicado diligentemente seu tempo para cuidar de seus negócios.” – Pág 91

Uns 5 ou 6 anos vejo como um tempo bem útil para investir em uma nova habilidade com resultados bem surpreendentes. Pode parecer muito amigos, mas lembre que nada nessa vida vem fácil. Se alguém no mundo descobriu o segredo do dinheiro honesto e fácil, esse alguém ainda não nos contou e com certeza jamais lerá esse Post.

Se você está aqui, você sabe o quanto há de suor e de paciência para se tornar bom em qualquer coisa. Tire um tempo, organize sua agenda e estude sobre educação financeira 30 minutos por dia, não é muito e pode ser feito na hora do almoço, na ônibus, indo dormir mais tarde 30 minutos ou acordando mais cedo 30 minutos, é você que sabe o melhor horário.

Pra início de estudo aconselho um tema: “Diferença de Renda fixa X Renda variável”. Faça um teste de se tornar um pouco mais conhecedor sobre esse assunto durante essa semana e veja o quanto de informação útil está em nossa cara e muitas vezes só não enxergamos.

Abraços a todos os amigos que estão acompanhando a série e até o próximo Post.

Obs: Não deixem de comprar um exemplar do livro “Pai Rico Pai Pobre”, pois o que posto aqui é o rascunho do rascunho das lições do livro, que não passa nem perto de ser substituído por essa série.

Obs 2: Lembro-lhes, que ao final da série irei sortear um exemplar do livro “Pai Rico, Pai Pobre” aos amigos que comentaram nos Posts. Claro que vocês doarão para algum amigo, pois já terão comprado um exemplar de acordo com a observação 1 deste post.

Vou tentar ser o “Pai Rico” – Lição 2: Para que alfabetização financeira?

Novamente inicio o post agradecendo aos amigos que leram até agora e comentaram enriquecendo ainda mais a discussão. Quero também fazer um pedido, compartilhem o post com outras pessoas, namorados(as), pais, amigos, familiares, etc. para que eu possa ter visões diferentes de um mesmo mundo.

Uma visão diferente sobre o assunto, uma ótica diferente de alguém que já leu o livro ou tentou colocar em prática os conceitos e falhou, vai enriquecer de forma assustadora e nos dar um novo prisma de um mesmo assunto. Acho que é senso comum que eu não sou o dono da verdade e ainda tenho MUITO o que aprender nessa jornada chamada vida.

Sendo assim, discordem de mim, me xinguem (mas poupem minha mãe por favor) e achem pessoas com visões diferentes de um mesmo assunto, pois tudo é um aprendizado.

Agora vamos ao post propriamente dito, e talvez o mais importante de toda a série (fica até difícil escolher com tanta coisa importante).

“Primeiríssimo passo”

Nós seres humanos sofremos de um grande mal (talvez não todos, mas uma grande parcela) que é o imediatismo. Vemos alguém experimentar um novo negócio e quando dá errado pela primeira vez, temos a tendência de dizer “está vendo? Sabiiiiaaaaa.”. No Brasil, onde nossa cultura, costumes e educação são voltadas para a comodidade e segurança, esse problema é ainda mais acentuado.

Somos, desde o início das nossas vidas, ensinados que tudo pra dar certo requer tempo. Alguns exemplos;

– Um feto não se desenvolve em 1 dia, são 9 meses para uma formação completa, qualquer outra coisa antes disso é considerado um risco à vida da criança ;

– A escola demora no mínimo 12 anos, para alguém ser considerado capacitado no mercado de trabalho;

– Só nossa alfabetização básica (ler e escrever) no idioma nativo demora no mínimo 1 ano de muita prática;

– Uma criança demora algum tempo pra falar bem, andar corretamente;

– Aprender um novo idioma requer tempo e MUITA, MUITA prática;

Pra resumir os outros milhares de exemplos que eu poderia citar, fica claro que toda nova habilidade requer uma alta dose de dedicação, teoria e MUITA prática. Sem esse mínimo, tudo o que você fizer será frustrado, incompleto ou mal feito.

Porém, nós temos a mania de crer que porque algo deu errado na primeira vez, parece que nunca mais dará certo.

Albert Einstein dizia que “o único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho, é no dicionário”. Muitas pessoas buscam o sucesso sem querer mover um músculo por isso. Acreditam que o seu sucesso só não é completo, porque seu patrão ainda não lhe deu “aquele aumento” que ele merece.

Bel Pesce, que escreveu um livro chamado “A Menina do Vale” (que eu também recomendo fortemente a leitura), deixa claro que um dos motivos pelos quais resolveu investir em sua empresa no Vale do Silício, é que lá, um fracasso coloca você como alguém experiente. Lá o fracasso tem valor, é um sinal que você tentou e aprendeu alguma coisa com seu erro, que pode ser compartilhado para que outros não errem nesse aspecto.

Aqui no Brasil, você tentar abrir um negócio próprio e fracassar, é visto com a seguinte visão por seus amigos e familiares: “Está vendo? Não avisei que ia dar errado? Não falei que não valia a pena correr o risco?” e essa visão é, sem sombra de dúvida, compartilhada por 90% ou mais do seu círculo social.

O que nossos amigos esquecem, é que a experiência, fracasso nenhum consegue nos tirar e que você, por ter tentado e fracassado, está há anos luz na frente do seu amigo na busca pelo sucesso pessoal, pois você é uma pessoa mais experiente por ter tentado.

Mesmo assim, Robert nos explica algo que pode diminuir ao máximo as chances de fracasso em seus empreendimentos e isso é a alfabeticcação financeira.

Quando você aprendemos a ler e a escrever, diz-se que estamos alfabetizados. Embora depois disso, aprendamos Ns coisas sobre o idioma, como análises sintáticas, morfologia, sujeitos, substantivos, predicados, artigos diretos e indiretos, etc. o primeiro passo é a alfabetização. De nada adianta saber as letras se você não sabe interpretá-las para comunicar-se.

Assim mesmo são as finanças, de nada adianta você ter na frente os números de sua vida como, salário, despesas, juros, conta bancária, etc. se você não for capaz de entender o fluxo, se não for capaz de extrair informação desses dados.

A pressa em enriquecer, em ganhar o primeiro milhão, em ter uma vida de conforto, faz com que algumas pessoas simplesmente pulem essa etapa de seu aprendizado financeiro, levando a pessoas sem conhecimento de finanças a criticarem seus fracassos por acreditarem que o problema é o mercado e não o seu próprio despreparo.

Robert nos diz o seguinte:

“Se você quer construir um Empire State Building, a primeira coisa a fazer é cavar profundamente o terreno e construir sólidos alicerces. Se você vai construir uma casa no subúrbio, tudo o que tem a fazer  assentá-la numa laje de concreto de 15 cm. A maioria das pessoas, em sua ânsia de enriquecer, tenta construir um Empire State Building sobre uma laje de 15 cm.” – Pág. 61

Resumindo meu amigo, troque a palavra enriquecer no texto acima por qualquer coisa que você queira fazer na sua vida e essa frase continuará fazendo todo sentido.

Quanto maior for o seu sonho, mais alicerce será necessário para uma construção sólida.

O que te move?

Ué Adriano, de novo esse tópico? Sim, Robert nos alerta muito durante todo o livro sobre qual deve ser sua real motivação em relação ao dinheiro e riquezas. Ele nos faz o seguinte alerta claro:

“Estou muito preocupado pelo fato de que gente demais se preocupa excessivamente com dinheiro e não com sua maior  riqueza, a educação. Se as pessoas estiverem preparadas para serem flexíveis, mantiverem suas mentes abertas e aprenderem,  elas se tornarão cada vez mais ricas ao longo dessas mudanças. Se elas pensarem que o dinheiro resolverá seus problemas,  receio que terão dias difíceis. A inteligência resolve problemas e gera dinheiro. O dinheiro sem a inteligência financeira é  dinheiro que desaparece depressa.” – Pág. 60

O que te move meu caro amigo? Ter muito dinheiro, ou saber lidar com o dinheiro? Mais dinheiro hoje resolve seu problema ou multiplicará os problemas já existentes? Está você preparado para ter muito dinheiro? E se tudo der errado e você ficar quebrado ou desempregado? Você está preparado para sobreviver à esse revés?

Mais importante do que o dinheiro, está a nossa inteligência nos mais variados momentos, com muito ou pouco dinheiro, sua inteligência financeira definirá o seu comportamento nos mais variados momentos da vida. Robert nos alerta:

“A falha é considerar que o dinheiro resolverá todos os problemas. É por isso que me arrepio quando ouço as pessoas perguntando como ficar ricas rapidamente. Ou por onde começar. Muitas vezes ouço ‘Estou endividado, por isso preciso ganhar mais dinheiro’.”

“O dinheiro só acentua o padrão de fluxo de caixa que está na sua mente. Se seu padrão for gastar tudo o que ganha, o mais provável é que um aumento de dinheiro disponível apenas resulte em um aumento de despesas. Como se diz popularmente: “Um louco e seu dinheiro fazem uma grande festa”.” – Pág 69

Mais dinheiro, só aumentará as despesas dos que não possuem a inteligência financeira, causando aquela sensação do final do mês quando você recebe um aumento de salário e diz: “Nossa, recebi o aumento, mas o dinheiro sumiu igualmente ao mês passado.”

Somos o louco citado por Robert. Com os nossos dinheiros fazemos uma “grande festa” com nossos desejos materiais, que na maioria das vezes são grandemente desnecessários.

Um exercício saudável que você pode começar a fazer daqui pra frente é o seguinte: sempre que quiser comprar uma coisa nova, pergunte-se a si mesmo se aquilo é realmente necessário. Mas não basta perguntar uma única vez, pergunte-se 10 vezes e imagine-se por um momento que você não comprou aquele item. Imagine a sua vida sem aquele item pelo próximo ano (afinal você ficou sem ele até hoje). Morreu? Surtou? Ficou sem trabalhar por conta disso? Passou fome ou perdeu uma grande oportunidade de negócio por não ter comprado? Se nenhuma dessas petguntas for respondida positivamente, você realmente não precisa daquilo e pode estar indo na “onda” da maioria. Robert nos alerta para isso:

“Muitos dos grandes problemas financeiros são causados pelo desejo de se acompanhar a maioria e não querer ficar atrás do vizinho. Ocasionalmente, todos nós precisamos nos olhar no espelho e seguir nossa sabedoria interior e não nossos medos.” – Pág. 74

Meu querido amigo e leitor, nossos amigos, vizinhos e familiares não devem nortear nossas necessidades. Muitas vezes é mais forte do que nós essa necessidade de ser “cool”, de seguir a multidão, de ter a mais nova moda do mercado, mas a verdade é, só você sabe o que você realmente precisa.

Não deixe que “aquilo que os outros têm” ditem o que você precisa ter.

Mas então Adriano, queres dizer que nunca poderei ter um bom computador, um celular da moda, um iQualquerCoisa da vida, uma casa maior nem nada disso? De forma alguma, o que precisamos é entender e ter inteligência pra saber “Quando” comprar essas coisas e Robert nos dá dicas valiosas ao decorrer do capítulo e é disso que se trata a Regra número 1 da Alfabetização financeira, que o Pai Rico ensinou aos garotos.

A Regra Número 1

“Você tem que conhecer a diferença entre um ativo e um passivo e comprar ativos. Se você deseja ser rico, isso é tudo o que você precisa  conhecer. E a Regra Número Um e é a única regra.” – Pág. 62

Simples assim, sem mais nada. se você entender essa regra de ouro, você terá dinheiro e o seu dinheiro trabalhará pra você. Os ricos compram ativos e os pobres acumulam passivos.

A regra simples, pode se tornar complicada se você pegar as definições de Ativos e Passivos da contabilidade pura e simplesmente como elas são na teoria. Apesar da confusão e da discordância dos contadores e contabilistas que se deparam com o conceito dado por ele, ele diz que foi a maneira com a qual Pai Rico lhe explicou o conceito. Ele explica rápido e fácil.

“Um ativo é algo que põe dinheiro no seu bolso.”

“Um Passivo é algo que tira dinheiro do seu bolso.” – Pág. 65

Pai Rico explicou para 2 crianças o conceito da forma mais simples da Alfabetização financeira e mostrou para os garotos porque todas as pessoas não são ricas, já que o conceito é tão simples

Se é tão fácil assim, porque todos não estão ricos?

Pai Rico deixa claro os motivos de tal acontecimento.

“Em 80% das famílias, a história financeira é um percurso de trabalho árduo na tentativa de progredir. Não porque não ganhem dinheiro. Mas porque passam suas vidas comprando passivos no lugar de ativos.” – Pág. 66

Pobres e classe média, compram passivos, ou seja, tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso, mas compram pensando que estão adiquirindo ativos.

Ele conta a história de um típico casal jovem que está começando uma vida a 2. Resumindo a história, ela acontece + ou – na seguinte sequencia de eventos:

– Recém-casados, jovens, inteligentes e felizes, se mudam para um pequeno apartamento alugado;

– O apartamento é pequeno, então decidem poupar e comprar uma casa e com isso vislumbram a possibilidade de filhos;

– Suas rendas começam a aumentar, e suas despesas também;

– Conseguem comprar sua casa;

– Com a casa adiquirem novos impostos, um carro novo, novos móveis, e eletrodomésticos;

– Quando percebem estão com cartão de crédito estourados e com despesas hipotecárias e com 2 famílias, afinal o carro é exatamente uma família;

– Chega o primeiro filho e eles trabalham ainda mais. Mais dinheiro e mais impostos;

– Um cartão de crédito chega pelo correio, então um amigo os envia alguns links para aproveitar as promoções, eles decidem navegar pelos links e acabam que compram uma coisinha aqui e outra alí que nem realmente precisavam. Resumindo, agora têm mais um cartão de crédito estourado;

PS: Adaptei um pouco a história aos nossos dias e ao nosso país…

“Encontro este jovem casal a toda hora. Seus nomes mudam, mas seu dilema financeiro é o mesmo. Eles vêm a minhas palestras para ouvir o que eu tenho a dizer. Perguntam-me: “O senhor pode nos dizer como ganhar mais dinheiro?” Seus hábitos de compra os levam a buscar mais renda.

Eles nem sabem que o problema está na forma que escolheram para gastar o dinheiro que têm. São provocados por seu analfabetismo financeiro e por não entenderem a diferença entre um ativo e um passivo.”  – Pág. 73

Esse cenário é conhecido nosso? Você conhece alguém nessa situação?

Muitas vezes não nos permitimos comprar ativos e muitas pessoas não sabem nem o que são os ativos. Essas pessoas acreditam que um imóvel considerado a “Casa dos sonhos que foi comprado com tanto suor” é um ativo, acreditam que carros bons são ativos, mas na verdade, estão adiquirindo responsabilidades, estão adiquirindo despesas fixas que irão sugar dinheiro da sua renda.

“A classe média se encontra em um estado de constantes dificuldades financeiras. Sua renda principal é gerada por salários e quando seus salários aumentam, os impostos também aumentam. Suas despesas tendem a crescer no mesmo montante de seus salários, daí a expressão “Corrida dos Ratos”. Eles consideram seu imóvel residencial como seu principal ativo, em lugar de investir em ativos geradores de renda.” – Pág. 80

A falta de educação financeira, detona nossas ideias em relação ao que nos dá dinheiro e ao que nos tira dinheiro. Mas e então Adriano, quer dizer que nunca vou poder ter minha casa e meu bom carro?

Claro que sim querido, o dinheiro tem que nos servir lembra? A diferença é que educados financeiramente buscam EM PRIMEIRO LUGAR aumentar a sua coluna de ativos para poder aumentar a sua coluna de Passivos. Pai Rico deu um breve exemplo de como funciona o fluxo de caixa da classe média e mostra a diferença dos fluxos de caixa de um Rico.

2013-01-13 20.24.34

2013-01-13 20.22.59

Conseguiram entender a diferença de um fluxo para o outro? Ricos adiquirem despesas, depois de já terem adiquirido receitas. Logo, para comprar um carro de luxo, antes precisa fazer com que seus ativos sejam suficientemente altos para que o carro seja bancado pelo próprio dinheiro que está trabalhando pra você.

A ideia é simples, eu tenho Hoje X e quero comprar um carro que custa X*2. Tenho 2 opções:

1 – Dar o X (ou uma fração dele)  que eu tenho de entrada e depois trabalhar feito condenado para conseguir o restante do valor, parcelado em tantas vezes que aquilo se torna uma obrigação por algum tempo, aumentando assim a coluna de passivos;

2 – Não comprar agora, e investir X em minha coluna de ativos, de forma que com a educação financeira certa, X logo se multiplicará para X*Y e eu terei o dinheiro suficiente para comprar o carro e ainda terei dinheiro para ser reinvestido;

Mas Adriano, então não vou poder comprar o carro agora caso eu queira me educar financeiramente? Exato. Lembre-se que, se estamos nos educando financeiramente, é porque fomos mal educados financeiramente no passado. O motivo pelo qual trabalharemos feito condenados pelo resto da vida, culpando patrões e governo pelos nossos fracassos, é justamente porque nos nossos primeiros anos com o dinheiro nas mãos, não aumentamos nossa coluna de ativos e adiquirimos passivos.

Toda nossa renda existe pra cumprir obrigações e nosso dinheiro nos escraviza, nos coloca em situação de submissão. Se você gosta dessa situação, compre o carro e adiquira a obrigação e não perca mais tempo com esse post.

Mas se quer se educar financeiramente, você deve estar lembrado do imediatismo que eu comentei no início do Post. Deixe esse imediatismo de lado e comece a investir na sua coluna de ativos. Prepare-se financeiramente para investir em sua coluna de ativos. Esqueça as obrigações por alguns meses ou até alguns anos para que seu dinheiro comece a trabalhar para você.

Robert começa esse capítulo da seguinte forma:

“Em 1994, aposentei-me aos 47 anos de idade e minha mulher, Kim, tinha 37 anos. Aposentadoria não significa deixar de trabalhar. Para minha mulher e para mim, quer dizer que, se não houver mudanças cataclísmicas inesperadas, podemos trabalhar ou não, e nossa riqueza continuará aumentando automaticamente, ficando bem à frente da inflação. Acho que isso representa liberdade. Os ativos são  suficientemente grandes para crescerem por si próprios. E como plantar uma árvore. Você a rega durante anos e, então, um dia, ela não precisa mais disso. Suas raízes são suficientemente profundas. Então, a árvore lhe proporciona sombra para seu prazer.” – Pág. 59

Deixei esse texto exatamente para o fim, para mostrar que Robert tomou essa decisãopara aproveitar a sua vida, o que não significa parar de trabalhar, mas sim que seu futuro está garantido.

Não pretendo me aposentar aos 47 anos como já falei em outro post, mas quero sim que meu dinheiro garanta um futuro tranquilo pra mim, sem precisar ficar preocupado ou com paranóia sobre o que será do amanhã.

O objetivo do Post não é dizer que você tem que parar de adiquirir coisas que você gosta, mas que antes disso, você prepare uma base financeira que sustente sua vida pelos próximos anos de forma  tranquila. Isso o tornará uma pessoa melhor, um cidadão melhor.

Entendi. E agora?

Primeiro de tudo, devemos entender a nossa situação atual (segundo o Pai Rico) e queirer sair dela:

“Como empregado possuidor da casa própria, seus esforços no trabalho em geral resultam no seguinte:

1. Você trabalha para alguém. Os esforços e o sucesso da maioria das pessoas
assalariadas ajudarão a garantir o sucesso, o enriquecimento e a aposentadoria
do dono da empresa e de seus acionistas.

2. Você trabalha para o governo. O governo fica com uma parte de seu
contracheque, antes mesmo que você veja o dinheiro. Ao trabalhar mais, você
simplesmente aumenta o montante de impostos que o governo arrecada – a
maioria das pessoas trabalha de janeiro a maio apenas para o governo.

3. Você trabalha para o banco. Depois dos impostos, sua maior despesa é, em
geral, a hipoteca imobiliária e a conta do cartão de crédito.” – Pág. 82

Se conseguirmos reduzir o impacto dessa realidade em nossas vidas, já teremos um ganho substancial em nossa tranquilidade. Mas o cenário ideal é descrito abaixo:

“Ainda não estou rico, mas sou abastado. Agora eu tenho uma renda gerada por ativos, a cada mês, que cobre totalmente minhas despesas mensais. Se eu desejo aumentar essas despesas, preciso primeiro aumentar o fluxo de caixa gerado por meus ativos para manter esse nível de vida. Observe que nesse ponto eu não dependo mais de meu salário. Eu me concentro com sucesso em construir uma coluna de ativos que me tornou financeiramente independente. Se eu largar meu emprego hoje, eu poderei cobrir minhas despesas mensais com o fluxo de caixa gerado por meus ativos.” – Pág. 83 e 84

Se conseguirmos avançar mais esse passo, seremos ricos, sem precisar chegar no nosso milhão.

Só não esqueça

“Os ricos compram ativos.
Os pobres só têm despesas.
A classe média compra passivos pensando que são ativos.” – Pág. 84

PS: Comprem o livro se ainda não compraram. Esses posts aqui não substituem o livro de forma alguma e sim são apenas a minha visão dos ensinamentos.

PS2: Ao final dessa série, irei sortear um exemplar do livro entre todos aqueles que mais comentarem durante toda a série.

Vou tentar ser o “Pai Rico” – Lição 1: Os ricos não trabalham pelo dinheiro.

Gostaria de começar esse post agradecendo a todos os amigos que acompanharam a primeira parte dessa série. Espero, de coração, que possamos chegar ao final dessa jornada com a nossa cabeça um pouco diferente do que temos hoje.

Porém, após publicar o post que iniciou a série “Vou tentar ser o ‘Pai Rico'” minha esposa me falou algo curioso, ela me disse que não queria ser rica, ela queria ser feliz. Fiquei pensando por alguns minutos sobre essa afirmação e decidi que nesse post eu responderia a essa pergunta que muitos de nós acabamos aceitando como verdade, mas que na frase dela, eu achei 2 grandes confusões e que preciso explicar minha visão aos amigos leitores:

1 – Eu não quero ser Bilionário, eu não vou atrás de riqueza e nem muito menos vou esquecer que existe Deus, minha família, meus amigos, e meu trabalho como developer que eu tanto amo (que inclusive promete em 2013), etc.

Nada disso será esquecido e pretendo continuar minha vida do jeitinho que é. Por isso no Post o “Pai Rico” está entre aspas, essa riqueza é algo muito além da “quantidade de dinheiro”.

Para mostrar essa nova fase, mudei até o Layout do Blog e a imagem de apresentação para o que é a coisa mais importante nessa vida pra mim.

O que pretendo mesmo, é parar de fazer as coisas no automático, simplesmente porque estou cheio de contas no final do mês e não dá pra parar por 1 segundo pra fazer o que realmente importa. Explorarei mais esse assunto no decorrer do Post, que por sinal, fala justamente sobre isso;

2 – Precisamos refazer uma frase. Algumas pessoas enchem a boca pra dizer: “Dinheiro não trás felicidade.” Eu posso concordar com essa frase, mas precisamos discorrer um pouco sobre o assunto para chegar a uma conclusão da coerência da mesma com a vida real.

Permitam-me alterar um pouco a frase para “Dinheiro NÃO COMPRA felicidade.” Percebam que um dia, um “filósofo financeiro” Benjamin Franklin afirmou que “Tempo é dinheiro.” Essa frase seca do jeito que as pessoas tentam dizer, não está 100% correta, pois ela pode ser interpretada de Ns formas diferentes.

Olhando do prisma correto, posso afirmar matematicamente o inverso. “Dinheiro é tempo.” Estar bem financeiramente (e isso não quer dizer necessariamente rico ou milionário), lhe dará tempo livre pra fazer o que quer fazer bem feito. Uma pessoa que aprendeu a manter sua saúde financeira em dia, se permite fazer o que gosta. Portanto meu amigo, só pra não alongar muito na introdução e entrar no assunto do Post de fato, posso dizer que “Dinheiro não compra felicidade, mas tê-lo lhe ajudará a ter tempo para encontrá-la”.

Percebam a percepção do Pai Pobre de Robert em relação a riqueza:

“Um carrão e uma casa bonita, não querem necessariamente dizer que você é rico ou que tem muito dinheiro” – Pág. 33

E eu já estou querendo me livrar do meu carrinho e comprar uma Bike. Isso é que é vida.

De quem é a culpa?

Nessa etapa do livro, Robert nos conta a experiência pela qual ele passou quando o pai de Mike prometeu lhes ensinar a ficar ricos. Ele nos conta que trabalhou por 10 centavos de dólar em 1956 por 3 semanas e depois das 3 semanas, começou a trabalhar de graça.

A história é muito hilária e mais uma vez reforço que você compre o livro para lê-lo, afinal o propósito dessa série é fixar conceitos fundamentais e pretendo explorá-los com vocês. Mas resumindo, depois de 3 semanas trabalhando por 10 centavos de dólar/hora, Robert começo a se sentir enganado achando que não estava sendo ensinado em nada, e foi instruído pelo seu Pai Pobre.

Não quero mais explanar o assunto, acho que os trechos que colocarei abaixo falam por sí só.

“- O que o senhor me ensinou? Nada! – repliquei furioso. – Nem falou comigo depois que eu aceitei trabalhar por uma merreca… Eu devia denunciar o senhor ao governo. Existem leis sobre o trabalho infantil, o senhor sabe disso. Meu pai trabalha para o governo.

– Uau! – disse o pai rico. – Agora você parece com a maioria das pessoas que trabalharam para mim. Pessoas que eu mandei embora ou se demitiram.” Pág. 38

Após falar sobre como a vida nos ensina, como ela nos bate, nos empurra e nos joga de um lado para o outro, disposta a nos ensinar a mais nova lição da nossa estrada (diferente do que somos preparados em uma sala de aula), Pai Rico conclui com 2 lições importantes.

“Se você aprender esta lição, você se tornará um jovem sábio, rico e feliz. Se você não aprender, passará a vida culpando um emprego, um baixo salário ou seu chefe pelos seus problemas. Passará sua vida esperando por um golpe de sorte que resolva seus problemas de dinheiro.” – Pág 38 e 39

“Se for o tipo de pessoa que não tem garra, desistirá toda vez que a vida bater em você. Se for uma pessoa assim, passará sua vida buscando segurança, fazendo as coisas certas, esperando por algo que nunca vai acontecer. E então morrerá como um velho rabugento. Terá um monte de amigos que gostam de você, porque é um cara trabalhador. Você passa a vida na rotina, fazendo as coisas certas. Mas a verdade é que a vida o leva a submissão. No fundo no fundo, você tem pavor de se arriscar. Queria, na verdade, vencer, mas o medo de perder é maior do que o entusiasmo da vitória. No íntimo, só você sabe que não foi atrás disso. Você escolheu a segurança.” – Pág. 39

Apesar de não concordar em 100% com o teor da explicação acima, devo dizer que o Pai Rico está certo. Você pode ter o perfil do “Cara Legal” que o Pai Rico fala e não chegar ao fim da vida como um velho rabugento, mas se chegar lá dessa forma, você não pode culpar ninguém, a não ser aquele quie você enxerga quando se olha no espelho.

O que me move?

O que faz com que eu acorde de manhã bem cedo para ir trabalhar? O que faz com que eu me submeta a entrar em uma condução “abarrotada” de gente e enfrentar um trânsito que só piora a cada dia? O que faz com que eu acorde na segunda-feira de manhã, já esperando anciosamente pela sexta?

O que me move? O que me inspira? Porque eu faço o que faço, todos os dias, mesmo estando insatisfeito, sabendo que poderia ser melhor, sabendo que eu poderia escolher hoje ficar em casa com minha família, ou fazer parte daquela turma de fotografia que eu tanto quero, ou aprendendo a tocar “aquele instrumento” que eu sonho desde a minha infância mas nunca tive tempo?

O que faz com que eu deixe de lado as coisas que são boas de se fazer pra ter que cumprir um horário e bater ponto, estando com saúde ou doente? Mesmo estando eu hoje produtivo ou não? O que me move a ir trabalhar 8 horas por dia, mesmo sabendo que aquele não é um bom dia porque meu(inha) (filho(a), mãe, pai, irmão, etc.) está doente e você não estou conseguindo me concentrar?

O que faz com que eu tenha que abaixar a cabeça quando algum superior pisa em mim simplesmente porque ele está em um nível hierárquico acima de mim?

Percebam que eu coloquei Ns situações do dia a dia que muitos aqui podem passar ou não, mas eu ouso dizer que pelo menos 70% das situações acima, todos os leitores desse blog se encaixam, se têm que acordar amanhã cedo pra bater o ponto.

O Pai Rico de Robert explora 3 motivações para as pessoas a fazerem o que fazem em seus empregos. Isso eu quero que fique nesse post. Se você esquecer qualquer coisa dessa série, eu peço que você não esqueça essas lições que virão a frente, pois elas são as que devem nos nortear como ponto de partida rumo a saúde financeira. Confira abaixo:

1 – O medo

Robert recebe então a sua primeira proposta de aumento salarial

“Elas trabalham muito por um salário baixo, agarrando-se à ilusão da segurança no emprego, esperando pelas 3 semanas de férias anuais e pela REDUZIDA aposentadoria depois de 45 anos de trabalho. Se isso os empolga, vou dar-lhes um aumento para 25 centavos a hora.” -Pág. 45 (lembrando que a realidade é a dos EUA em 1956.)

No final das contas, o medo de perder, o medo do incerto, o medo da mudança acaba com a nossa alegria e criatividade. Eu sou cristão e acredito que estamos de passagem por esse mundo, mas porque essa passagem precisa ser dolorosa com a minha contribuição? A vida já é ruim demais por sí só. Porque eu tenho que contribuir pra que ela fique pior?

Hoje estou precisando de dinheiro pra ajudar uma pessoa que queria ajudar, mas o simples fato de não ter sido educado financeiramente, me deixou de mãos atadas, pois meu dinheiro vai todo pra pagar o “rio” de contas que recebo todo mês, boa parte delas, desnecessárias.

O medo nos emperra, nos paralisa, nos enche de dúvidas e muitas vezes faz com que percamos excelentes experiências de vida. No final das contas, nunca saímos do lugar porque temos medo de ficar sem dinheiro.

“Muito bem – disse pai rico suavemente. – A maioria das pessoas tem um preço. E tem um preço por causa de duas emoções humanas, o medo e a ambição. Primeiro o medo de não ter dinheiro as leva a trabalhar arduamentee…” – Pág. 47

“Acordar, ir para o trabalho, pagar contas, acordar, ir para o trabalho, pagar contas… Suas vidas então são conduzidas sempre por duas emoções: medo e ambição. Ofereça-lhes mais dinheiro e elas continuarão o ciclo, aumentando também as despesas. É isso que eu chamo de a “Corrida dos ratos”.” – Pág. 47

“De modo que se levantam e vão para o trabalho esperando que o contracheque mate esse medo… O dinheiro conduz suas vidas e elas se recusam a aceitar essa verdade…” Pág. 48

Acho que essa última citação do Pai Rico é o norte de toda a necessidade da Educação financeira. Deixarmos de ser escravos do dinheiro, e fazermos o dinheiro trabalhar pra nós. Devemos ser Ricos, não de quantidade, mas de qualidade, o nosso dinheiro deve trabalhar pra nós. Acho que essas falas explicaram a minha intenção 1 que explanei na introdução desse Post.

Como assim Adriano fazer o dinheiro trabalhar para mim?

Eu ainda não sei… Lembre-se, eu e você somos um Robert de 9 anos de idade aprendendo essas lições, mas com uma diferença, o medo já está arraigado em nossas vidas.

Para reforçar a riqueza que quero adiquirir, Pai Rico fecha o assunto pra mim, mostrando a armadilha e o medo que o dinheiro traz.

“De fato a razão pela qual muitas pessoas são ricas não é o desejo, mas o medo. Elas pensam que o dinheiro pode acabar com o seu medo de ficar sem dinheiro, de serem pobres, de modo que acumulam fortunas para descobrir que o medo fica pior. Agora elas receiam perdê-lo. Tenho amigos que continuam trabalhando mesmo quando já têm muito. Sei de pessoas que têm milhões e estão mais apavoradas do que auando eram pobres. Estão aterrorizadas com a possibilidade de perder todo o seu dinheiro. Os medos que a levaram a se tornarem ricas ficam maiores. Essa parte fraca e necessitada de suas almas na verdade grita ainda mais forte. Não querem perder suas mansões, seus carros, a vida de luxo que o dinheiro pode comprar. Preocupam-se com o que seus amigos dirão se perderem todo o seu dinheiro. Muitos estão emocionalmente desesperados e neuróticos embora pareçam ricos e tenham grandes fortunas.” – Pág. 49

Qua maravilha queridos, se formos capazes de entender esse Post, vamos entender no que o Pai Rico era de fato Rico. Finanças, contabilidade, gestão de empresas, bolsas de valores, impostos, poupanças, etc. Nada disso vai ajudar-nos se não entendermos o teor dessa lição.

2 – Desejo/Ambição

“Alguns chamam de ganância, mas eu prefiro desejo. É perfeitamente normal querer coisas melhores, mais bonitas, mais divertidas ou empolgantes. Portanto, as pessoas também trabalham por dinheiro por causa do desejo. Elas desejam o dinheiro pela alegria que, acreditam, o dinheiro pode comprar. Mas a alegria que o dinheiro traz muitas vezes tem curta duração e é preciso mais dinheiro para adiquirir mais alegria, mais satisfação, mais conforto, mais segurança. Assim continua-se trabalhando, pensando que o dinheiro um dia acalmará suas almas perturbadas pelo medo e pelo desejo. Mas o dinheiro não pode fazer isso.” – Pág. 48

Tenho conhecidos que são assalariados que ganham um bom dinheiro. Esses têm um carro bom, um bom apartamento bem localizado, o melhor video-game, enfim, a vida que me enchia os olhos até outro dia.

No entanto, são pessoas desiludidas com a vida. Se conformaram que a vida é assim e que precisam dançar conforme a música. Acham que seus patrões são sangue-sugas que só sabem explorar o magnífico trabalho que os mesmos realizam e o pior de tudo ao meu ver, fazem o que fazem só porque alguém disse que “X dá dinheiro” (onde X é qualquer área ou profissão que você quiser colocar no contexto) e não fazem da sua profissão algo útil ou produtivo.

Não tenho muito mais a me alongar aqui, pois esse é o sentimentos dos mais fáceis de se entender. Precisamos saber separar o que precisamos do que queremos e priorizar. Fazendo isso, estaremos preparados para ter ambos.

3 – Educação errada.

Você já ouviu falar de médicos que atendem pessoas sem nem olhar no rosto? Você já ouviu falar de médicos que largaram tudo pra irem cuidar de pessoas na África?

Sabe a diferença do primeiro para o segundo?

Vou ser direto. O primeiro não ama o que faz. O primeiro é aquele que a vida toda ouviu de seus pais que deveria ser Doutor, porque ser Doutor dá dinheiro. Aquele menino que assistia nos filmes e nos desenhos animados, os bombeiros entrando em ação e sempre quis vestir a sua farda, mas durante seus anos escolares, na sua tenra idade, onde deveria estar ouvindo conselhos positivos, aquele garoto ouviu que ser bombeiro era ruim, porque não dá dinheiro. Ele chegou a questionar seu pai ainda umas 2 vezes perguntando: “Mas eles salvam vidas pai, isso não é bom?” só para ouvir que o que estava perguntando era besteira.

Esse menino chegou na fase adulta, ligado no automático por seus pais e educadores escolares. Esse menino foi ensinado a decorar suas matérias na escola porque elas seriam importantes, esse menino foi ensinado que “TER as coisas é legal” e que “SER e FAZER aquilo que se quer” é bobagem.

Ele foi tomado por desejos durante a sua jornada da vida e passou a acreditar que pra SER alguém, você tem que ter muito dinheiro, pois SER ALGUÉM passa por TER AS COISAS.

Essa criança, esse jovem, esse adulto, nunca foi ensinado que o dinheiro é o seu empregado, mas sim que ele é quem é empregado do dinheiro. Por isso ele acredita veementemente nisso. Pai Rico mostra o caos que isso pode se tornar.

“Passar a vida com medo, não explorando seus sonhos, é cruel. Trabalhar arduamente por dinheiro, pensando que este comprará aquilo que lhe trará felicidade é também cruel.” – Pág. 52

“É a ignorância sobre o dinheiro que causa tanta ambição e tanto medo – disse pai rico. – Vou dar alguns exemplos. Um médico, querendo mais dinheiro para sustentar melhor sua família, aumenta o preço de suas consultas. Isso prejudica principalmente os mais pobres, de modo que estes têm saúde pior do que aqueles que têm dinheiro.

Como os médicos aumentam suas consultas, os advogados também aumentam sua remuneração. Como a remuneração dos advogados aumentou, os professores querem um aumento, o que provoca um aumento dos impostos e assim por diante. Logo, logo, a disparidade entre ricos e pobres será tão grande que surgirá o caos e outra civilização entrará em colapso.” – Pág. 53

Perceberam? O menino mal educado financeiramente, causou um colapso mundial. Tanto tempo gasto pra ser um médico medíocre e um bombeiro de sucesso ficou perdido na imaginação de um garoto.

Não é muito difícil ver que o nosso mundo já entrou em colapso. O medo e a ambição de alguns, simplesmente joga na lama pessoas que não têm estrutura para se reerguer, esses por sua vez, se colocam na condição de coitados e sabem que se estivessem no lugar dos poderosos, fariam exatamente a mesma coisa.

Por isso nós precisamos da educação financeira, para acharmos o ponto de equilíbrio entre as 2 pontas. Com muito ou pouco dinheiro, saberemos o que fazer amanhã para respirarmos aliviados, não seremos miseráveis nem abastardos de dinheiro, mas não seremos escravos desse mesmo dinheiro.

Viveremos a parte desse mundo em colapso, onde pessoas tiram a vida de alguém por R$ 7,00. Prepararemos nossos herdeiros para passar por essas coisas sem se contaminar. Precisamos contagiar nossos amigos, filhos, companheiros, familiares a seguirem nossos exemplos e se educar financeiramente.

O mundo por si só já é uma tragédia, se eu e você pelo menos não tentarmos fazer diferente, que herança estará ficando para nossos filhos?

Pai Rico mostra como isso poderia ser possível quando Robert lhe pergunta se não era normal os preços subirem. Talvez uma utopia eu sei.

“Não numa sociedade instruída, com um bom governo. Os preços na verdade deveriam cair. Naturalmente, isso às vezes só é verdadeiro na teoria. Os preços sobem devido ao medo e à ambição gerados pela ignorância. Se as escolas ensinassem às pessoas sobre o dinheiro, haveria mais dinheiro e preços mais baixos, mas as escolas estão preocupadas em ensinar as pessoas a trabalhar pelo dinheiro e não a controlar o poder do dinheiro.” – Pág. 53

O que é o Dinheiro?

Pai Rico conta uma história muito famosa pra nós conforme ilustrado abaixo.

burro_cenoura

Nem preciso explicar né?

Pai Rico nos explica a situação do burrinho…

“Lembrem-se do que disse antes: um emprego é apenas uma solução de curto prazo para um problema de longo prazo. A maioria das pessoas só tem um problema em mente e é de curto prazo. São as contas do fim do mês… O dinheiro passa a conduzir suas vidas. Ou melhor dizendo, o medo e a ignorância em relação ao dinheiro. Da mesma forma que faziam seus pais, elas acordam toda manhã e vão trabalhar por dinheiro. Não têm tempo de se perguntar se há outra maneira. Suas emoções estão no controle de seu pensamento, não suas cabeças.” – Pág. 54 e 55

“Sim, eu ouço isso o tempo todo – respondeu pai rico. – Ouço coisas como ‘Bem, todo o mundo tem que trabalhar’. Ou ‘Os ricos são desonestos’. Ou ‘Vou procurar outro emprego. Mereço esse aumento. Eles não vão me passar para trás’. Ou ‘Gosto deste emprego porque ele é seguro’. Em lugar de perguntas como ‘O que é que eu estou perdendo aqui?’, o que interromperia o pensamento emocional e daria tempo de pensar com clareza.” – Pág. 55

“Pai rico continuou explicando que os ricos sabiam que o dinheiro era uma ilusão, como a cenoura para o burro. E em virtude do medo e da ambição que milhões de pessoas aceitam a ilusão de que o dinheiro é real. O dinheiro é uma ficção. Somente a ilusão de confiança e a ignorância das massas permite que o castelo de cartas fique em pé. ‘De fato’ disse ele, ‘de várias maneiras a cenoura do burro é mais valiosa do que o dinheiro.'” – Pág. 55

Da feita que entendermos que toda a nossa sociedade é baseada em uma ilusão, toda a nossa ânsia por um futuro seguro irá sumir, porque esse futuro nos será presente.

Pessoas passam suas vidas trabalhando em coisas que não gostam, sem questionar seus patrões, buscando discussões por “direitos de trabalho”. Preocupadas com as contas do final do mês, não encontram coragem para rebater essa situação, se apegam aos seus desejos comprados que geram as contas e não buscam se educar financeiramente para mudar essa situação.

Ricos (os de verdade mesmo, não os que tem MUITO dinheiro) passam suas vidas fazendo o que gostam porque os seus dinheiros trabalham para eles. Estão preparados para qualquer nova situação, podem estar quebrados, mas sempre estarão preparados. É essa educação que quero entender e o convido a vim comigo.

Eu quero isso pra mim e você?

PS: Não esqueçam, sortearei um exemplar do livro entre aqueles que comentarem ativamente durante a série.

PS2: As motivações que exploro na seção “O que te move?” eram na verdade 4 (medo, ambição, desejo e educação errada). Juntei a Ambição e o Desejo em um único por achar que autor explorou ambos com o mesmo fim. Podemos discutir sobre isso nos comentários.

Vou tentar ser o “Pai Rico” – O começo

Prezados amigos leitores, eu estou escrevendo esse post com um único Objetivo: firmar os conceitos do livro que já estou relendo, Pai Rico, Pai Pobre.

Ueh Adriano, firmar os conceitos de um livro que está relendo? Já não deveriam estar firmados?

Deveriam, mas não estão. Da primeira vez que o li, concordei com tudo, mas pratiquei muito pouco o que lí e hoje me encontro quase que estagnado. Resumindo, lí, concordei, aconselhei amigos, mas não pratiquei, ou seja, não firmei os conceitos.

Sempre lí conselhos de outros escritores sobre escrever o que se está aprendendo, pois isto ajuda a firmar na mente o objeto do estudo. Com base nisso, farei meu primeiro teste. Pretendo escrever essa série “Vou tentar ser o ‘Pai Rico’ ” escrevendo ao final de cada capítulo lido, minhas percepções sobre o mesmo, e o que eu acho que deve ser levado em consideração, adaptado à minha realidade.

Portanto, o primeiro alvo da série, serei eu mesmo e claro, pretendo compartilhar com os amigos tudo o que for absorvendo.

Dito isto, vamos começar…

Sobre o livro…

O livro Pai rico, Pai Pobre (que você pode encontrar aqui ou aqui) conta a hitória de Robert kiyosaki, que aos 9 anos de idade fez uma pergunta para seu pai instruído sobre o que fazer para ficar rico, tendo em vista que morava em um bairro de pessoas com excelentes condições financeiras e estudava em uma escola em que a maioria de seus colegas aproveitavam do dinheiro dos pais.

Robert quis fazer parte do grupo, junto com seu colega Mike e eles se tornaram parceiros de jornada, a “jornada para o sucesso financeiro”.

Descobriu que seu pai biológico não sabia o que fazer para ser rico e lhe indicou o pai do seu colega de jornada para lhe ensinar, pois ele sim, estava ficando rico.

Assim, ele denominou que teve na vida 2 pais, um rico (o pai de Mike) e um pobre (seu pai biológico).

O que mais me chamou a atenção no livro, foi que Robert sempre valorizou o que aprendeu de ambos os pais e alcançou o equilíbrio. Ele é capaz de concordar e discordar de ambos os pais, com o objetivo de encontrar um ponto de equilíbrio entre “Viver só para o dinheiro” e “Viver sem dinheiro”.

Ao longo do livro, Robert nos guia pela sua linha de raciocínio e aprendizado que o norteiam na busca pela riqueza. Nesse post inaugural, gostaria de ressaltar alguns trechos do livro para que meus amigos reflitam comigo e tirem suas próprias conclusões acerca. Vale lembrar que o que ele cita, se aplica a realidade dos Estados Unidos da América, portanto ao ler faça uma validação se o que está sendo dito se aplica ao Brasil ou não.

Quando aprendemos sobre o dinheiro?

O dinheiro não é ensinado nas escolas. As escolas se concentram nas habilidades acadêmicas e profissionais mas não nas habilidades financeiras. Isso explica porque médicos, gerentes de banco e contadores inteligentes que tiveram ótimas notas quando estudantes terão problemas financeiros durante toda a sua vida. Nossa impressionante dívida nacional se deve em boa medida a política e funcionários públicos muito instruídos que tomam decisões financeiras com pouco ou nenhum treinamento na área do dinheiro. – Pág. 22

Aprender sobre o dinheiro é uma tarefa pessoal, não temos educação financeira nem em casa e muito menos em nosso sistema educacional atrasado e retrógrado. Percebam, o livro foi escrito em 1997 e NADA, repito, NADA mudou. A culpa é justamente do modelo pós-revolução industrial que se consolida até hoje como verdade absoluta.

O motivo pelo qual o simples pensamento positivo não funciona, é porque a maioria das pessoas foi à escola e nunca aprendeu como o dinheiro funciona, e assim passam as suas vidas trabalhando pelo dinheiro. – Pág 26

A escola forma empregados bons, os ricos aproveitam os empregados bons, empregados bons se preocupam em montar sindicatos para “se defender” dos patrões exploradores e a verdade é que esses empregados podem receber 1000% de aumento e ainda assim ficarão na “merda” (com o perdão da palavra) pois não entendem e não sabem lidar com dinheiro.

Isso é explorado muito durante todo o livro todo e alguns capítulos para a frente ele mostra como que um aumento de salário não resolve o problema e sim o aumenta ainda mais, caso você não entenda como o dinheiro funciona.

Isso faz sentido pra nossa realidade nacional? Nós aprendemos a lidar com dinheiro durante nossa infância? Pais ou escola?

Divergências na educação

Um dizia: “em questões de dinheiro seja cuidadoso, não se arrisque.” O outro: “Aprenda a administrar o risco.” – Pág. 23

Percebam a mentalidade do rico e do pobre. Sei que o trecho é forte, mas quem não está disposto a correr risco, jamais sairá do lugar, o máximo que fará é esperar a vida toda por um aumento salarial que não resolverá seus problemas, ou ganhar na Mega da Virada.

Não correr risco, não é solução para o problema, não correr risco implica em não sair da sua zona de conforto. Em contrapartida “jogar um paraquedas no ar e só depois pular do avião para colocá-lo na costa é um risco desnecessário e descontrolado”. O risco deve existir, o que devemos aprender é a adiministrá-lo.

Agora o choque de realidade mesmo que sinto sempre que converso com alguns colegas, vem no trecho a seguir:

Um deles acreditava que a empresa ou o governo deveria cuidar de você e de suas necessidades. Estava sempre ocupado com aumentos salariais, planos de aposentadoria, benefícios médicos, licenças de saúde, férias e outros benefícios. Ele ficava impressionado com 2 de seus tios que foram para o exército e se aposentaram com vários benefícios após 20 anos de serviço ativo. Ele adorava a ideia de assistência médica e serviços de reembolso de alimentos que os militares ofereciam a seus aposentados. Ele também se empolgava com as cátedras vitalícias do sistema universitário. A ideia de estabilidade no emprego e benefícios trabalhistas lhe parecia as vezes mais importante do que o próprio emprego. Dizia frequentemente: “Trabalhei muito para o governo, mereço essas mordomias.” Pág. 23 e 24

Qualquer semelhança NÃO é mera coincidência não, é a realidade, por 2 motivos:

1- foi assim que fomos educados nossa vida toda;

2- estamos cercados 99,9% do tempo de pessoas que têm esses conceitos entranhados, entrelaçados e ainda lhe chamam de doido quando os confronta;

Isso se tornou um senso comum.

O que posso fazer pra começar a mudar?

O trecho a seguir pra mim, foi o que eu enxerguei como primeiro passo do meu aprendizado para a mudança que pretendo.

… meu pai pobre sempre me dizia: “Nunca vou ficar rico.” E isso acabou acontecendo. Meu pai rico por outro lado, sempre se referia a si próprio como sendo rico. Ele dizia coisas como: “Sou um homem rico e pessoas ricas não fazem isto.” Mesmo que estivesse totalmente quebrado após um revés financeiro, ele continuava a se considerar um homem rico. Ele se justificava dizendo: “Há uma diferença entre ser pobre e estar quebrado. Estar quebrado é algo temporário, ser pobre é algo eterno.” – Pág. 24

Acho que basta querer. ninguém nasceu sabendo, mas todos nasceram com a apacidade de aprender, alguns com mais facilidade e outros com menos é claro, mas ainda assim, tudo depende da sua dedicação pessoal ao assunto. Sem mais. É simples assim e basta você aceitar.

Se não aceitar essa verdade (que só depende de você e não do seu patrão ou do governo ou do sindicato da sua classe) pare de ler por aqui mesmo, me xigue a vontade nos comentários e pode sumir do post numa boa, não fará falta. Caso contrário, fechamos, mesmo que não consigamos concluir o ciclo, saberemos que a culpa é só nossa e de mais ninguém.

Conclusão

Estou começando minha jornada caro leitor e se você quiser ir trocando ideias, vai comentando aí que vamos fazendo um bate bola dos nossos avanços.

Eu te desafio meu amigo, a chegar no final de 2013 mais educado financeiramente, isso quer dizer:

– Com mais dinheiro e com menos dívidas;

– Com mais tempo e menos trabalho;

– Com mais independência;

– Despreocupado com contas;

– Capaz de ajudar financeiramente aos que você ama e precisam se ajuda;

É uma jornada difícil e o livro ajuda com dicas, mas isso requer somente uma coisa, o seu esforço.

Indico que você compre o livro o quanto antes, pra que o mesmo seja um de seus livros de cabeceira, pois os posts jamais irão substituir o livro completo e sim só dar o gostinho do que o mesmo conta e ensina.

Pra finalizar, deixo minha última mensagem de um trecho da introdução do livro:

O dinheiro é uma forma de poder. Mais poderosa ainda, entretanto é a instrução financeira. O dinheiro vem e vai, mas se você tiver sido educado quanto ao funcionamento do dinheiro, você adiquire poder sobre ele e pode começar a construir riqueza. – Pág. 26

Poder aqui não significa o domínio, mas sim o poder fazer o que quiser sem ser escravo do dinheiro.

É isso aí. Você vem comigo ou não? E repito e repito, compre o livro pra Ontem.

Ao final da série, vou sortear um exemplar do Livro entre todos os amigos que participarem ativamente das discussões. Espero que o ganhador não fique com o o livro pra sí, pois já terá o seu, e sim presenteie algum amigo ou familiar.

GIT – Como viví sem ele?

Simples assim esse Post… Ele servirá somente para manter minha memória volátil acostumada a essa “nova” (pra mim que antes vivia na escuridão do SVN) ferramenta ultra-power, chamada GIT.

Logo, não pense que vai encontrar explicações sobre o Git, para isso o Fábio Akita já preparou um material fantástico que explica até o que não era preciso sobre o Git: Link

Tem também o Guia prático do Roger Dudle, que é um material bem mais simples que do Akita, mas ainda assim bem didático: Link

Além também do Git Book em Português: Link

Com tanto material bom, então porque não consultá-los? Explicação no próximo parágrafo.

Esse Post é unicamente para me lembrar de como se faz determinadas coisas com Git, sem ter que ficar pesquisando toda minha bibliografia sobre o assunto ou enchendo a paciência do colega ao lado. Além de, se todos os LINKS acima forem quebrados um dia, meu dicionário GIT estará a salvo. E é claro, ele vai evoluir de acordo com minhas necessidades e descobertas.

1 – TAGS

->$ git tag nome_tag [hash do commit]         # cria uma nova tag, o hash do commit é opicional, caso não seja informado será do último commit realizado;

->$ git push origin nome_tag                          # Sobe a tag para o remote;

->$ git show nome_tag                                     # Exibe informações sobre a tag;

->$ git tag -d nome_tag                                    # Exclui a tag;

->$ git push origin :refs/tags/nome_tag        # Exclui a tag do remote;

Antes de ter esse negócio de Sistema…

Prezados, o post da vez possui 3 alvos:

1 – A maioria para quem sempre escrevo, os meus colegas de labuta diária na TI, os safos de plantão – Desenvolvedores de Software;

2 – As pessoas que desfrutam de nosso trabalho diretamente – Usuários diretos do Software;

3 – As pessoas que desfrutam (reclamam) indiretamente do nosso trabalho – Os clientes dos nossos clientes, ou usuários indiretos do Software;

Antes de mais nada, gostaria de lhes contar como esse Post nasceu.

Estava eu, durante minha vida sedentária, necessitando de atendimento de saúde, afinal, o corpo uma hora cobra a falta de cuidado; e a minha hora havia chegado. Precisava ir ao médico, pois os piripaques estavam constantes.

Assim sendo, começo minha jornada de [ + ou – ] 2 – 3 vezes por mês dentro de hospitais e emergências, desfrutando do meu plano de saúde, dos meses de Janeiro/2012 – Setembro/2012.

Nesse perído pude notar o comportamento (e também sentir na pele) das pessoas que dependiam do Sistena funcionando, tanto operadores, quanto clientes.

Quando eu estava com consulta marcada, buscava chegar no mínimo meia hora antes do horário da consulta, pra não correr o risco de atrasar demais.

Por várias vezes, perdi turno de trabalho (dinheiro não ganho no meu caso) por uma simples razão:

– O sistema ficava fora do ar por 2 ou 3 vezes em um mesmo dia.

E lá estava eu, no meio de um mar de gente soltando os cachorros para cima dos atendentes, que não tendo nada a ver com a situação, por muitas vezes devolviam as mordidas com a mesma voracidade. O pessoal da TI?

Sabe Deus onde estavam, pois nesse tempo todo, nunca vi uma sala, nos hospitais e emergêrncias que fui (3 ao todo), do pessoal da TI.

Resumindo, os “culpados” da história, estavam muito bem blindados de todo o furdunço que a péssima qualidade de seu serviço gerava.

Eu, na condição de usuário, passei por um momento curioso. Me peguei reclamando mentalmente da qualidade do serviço de TI daquele hospital (ainda na primeira vez que ocorreu a situação) quando uma frase de um dos clientes do plano me chamou a atenção.

Ele exclamou exatamente assim: “Antes de ter esse negócio de Sistema, o serviço era bem melhor. Tínhamos outros problemas, mas não ficávamos sem ser atendidos.”

O que essa pessoa falou, pra mim foi na mosca, mas a partir daí, enquanto estava esperando o sistema voltar e ser atendido, parei pra pensar em alguns conselhos pra cada uma das figuras alvo desse post e é isso que quero deixar de mensagem para cada um. Portanto se vocês estão na pele de um desses ou conhece alguém que esteja, lhes dê esse toque.

Primeiro aos clientes – (alvo número 3)

“Esse negócio de Sistema” nada tem a ver com o problema de naquela empresa, naquele momento, aquele Sistema em específico, estar fora do ar. Por conta d”Esse negócio de Sistema” hoje falamos em celulares, voamos de avião com segurança máxima, acessamos Facebook, Twitter, busca do Google, fazemos pagamentos em caixas eletrônicos e mais uma carrada de coisas que eu poderia ficar mais umas 30 linhas citando. Logo, colocar a culpa de um Sistema burocrático ou que vive fora do ar no próprio Sistema, é querr que o mundo involua uns 100 anos e embora alguns achem isso uma boa ideia, não é assim que resolvemos nossos problemas atuais.

Lembre-se meu amigo cliente, existem pessoas por trás das falhas de Sistemas. Sistemas não evoluem do nada, eles são pensados, projetados, arquitetados e desenvolvidos por seres humanos e embora eu saiba que você sabe disso, é bom lembrar.

Não custa nada lhe lembrar que se você está aqui lendo esse Post e vai daqui a pouco usar o Facebook, todos eles são “Esse negócio de Sistema” que também foram Desenvolvidos por pessoas.

Portanto minha dica pra você é, não culpe o sistema da próxima vez que você estiver em uma fila e o Sistema cair, culpe a empresa por não saber contratar pessoas que desenvolvam um BOM Sistema.

Segundo aos usuários do Sistema – (alvo número 2)

Quanto a vocês meus queridos guerreiros, que ficam pegando cachuletada na cara de cliente irritado por causa do Sistema estar fora do ar. Reclamem com seus superiores queridos. Peçam modificações no Sistema e se possível, no processo de atendimento.

Uma coisa que percebi, é que 95% dos problemas gerados com a queda do Sistema (que deveria ter um percentual de disponibilidade no mínimo aceitável) é que não há um plano de contigência quando o Sistema cai. O Sistema cai e simplesmente o trabalho para.

Aí meu amigo, como 2 + 2 = 4 (e isso é discutível (rsrsrsrs)) é matemático ter a certeza de que o seu cliente, que largou um dia de trabalho pra ser atendido, ou a dona de casa que está com a panela no fogo, ou simplesmente a pessoa que está doente e precisa urgentemente de um tratamento, vão explodir de raiva com tamanha falta de respeito.

Cobrem dos seus “Analistas de Sistemas” soluções paleativas, plano de contigência, ou que quer que seja, para quando o maravilhoso Sistema cair, o seu trabalho não parar e o cliente não pirar, simples assim.

Terceiro aos meus colegas da TI.

Meus caros colegas, só tenho um único conselho, que acabei tomando pra mim. Temos que desenvolver nossas soluções, pensando unicamente em facilitar a vida do indivíduo que está lá na ponta do processo, ou seja, o cliente do seu cliente, ou, dependendo do seu Sistema (caso não haja atendimento ao cliente e em caso de Sistemas internos de empresas), o operador do sistema.

Precisamos fomentar cada vez mais discussões que tomem como base meios de facilitar a vida de nossos usuários.

Ainda somos uma área muito nova e que ainda está descobrindo o seu lugar no espaço, mas uma coisa já foi descoberta desde o primeiro 0 e 1 programado: Se o que você desenvolve não está facilitando a vida do seu usuário, ele é só mais um sisteminha qualquer, não uma solução.

Pensemos nisso e evoluamos, afinal, qualidade deve ser inegociável.

Fui…